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Adolescente perde a vida durante assalto; mãe entrou em desespero e pediu para filha fingir que m0rreu

Além de roubar o veículo da família, os suspeitos também levaram vários objetos da casa e atiraram nas vítimas

Em 24 de Setembro de 2021, no bairro Jardim Suarão em Itanhaém, litoral de São Paulo, por volta de 19h aconteceu um latrocínio. Além de roubar o veículo da família, os suspeitos também levaram vários objetos da casa e atiraram nas vítimas. Imagens de câmera de monitoramento flagraram uma dupla de assaltantes andando em direção à residência para realizar o crime.

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Ao decorrer da entrevista para a TV Tribuna, a irmã da mulher que sofreu o tiro junto com as filhas durante o latrocínio, disse que sua irmã havia falado que os assaltantes falavam que todos iriam morrer. Ela também relatou que a filha mais nova de 12 anos, estava lavando o carro do lado de fora de casa quando os dois criminosos a abordaram. “Minha irmã contou que, nesse momento, minha sobrinha mais velha ouviu um barulho e foi em direção a minha sobrinha mais nova”.

A adolescente, Isabelle Amaral Costa de 17 anos, e o pedreiro Geosaldo Cesário Monteiro de 44 anos, que realizava serviços no imóvel, morreram depois de serem baleados na cabeça.
A mãe das adolescentes, de 41 anos, e sua filha mais nova de 12 anos, também foram atingidas na cabeça pelos criminosos, mas conseguiram sobreviver e ficaram internadas.

Segundo o relato da irmã das mulher que foi atingida, os criminosos já entraram com as menores na sala. “Minha irmã estava sentada vendo TV e eles já chegaram falando que era um assalto, pediram para ficar quieta e não esboçar reação. Ela pediu que eles tivessem calma, e um deles perguntou quem estava na casa, e se caso ela não falasse todos iriam morrer. Minha irmã explicou que só estavam elas e o pedreiro, que tomava banho naquele momento”. Ela continuou: “Segundo minha irmã, eles tiraram o homem que estava pelado do banheiro, levaram todos para sala, pediram o celular de todos e falou para fazer PIX. Eles perguntaram o que tinha no quarto da minha irmã e levou as três até lá, colocando elas no banheiro e o pedreiro no quarto. Um dos criminosos pegou a extensão, amarrou o pedreiro e colocou ele no banheiro. Minha irmã me contou que ela falava o tempo todo para eles levarem tudo, e disse que em nenhum momento ninguém reagiu”, afirma a tia das adolescentes.

Um dos bandidos pegava alguns itens da casa e o outro observava as vítimas : “Depois, ele voltou, pegou a arma do rapaz moreno que estava na vigia e falou ‘agora é a hora de vocês morrerem’ e atirou primeiro na minha irmã. Ele atirou duas vezes em direção ao rosto dela, sendo que um pegou no pulso e outro no dedinho e rosto. Aí ela escutou barulhos, que foi onde ele atirou na cabeça das minhas sobrinhas e depois atirou no Seu José”, disse a familiar aos prantos.

“Após os tiros, minha irmã ouviu que a filha mais nova estava chorando, porque a Isabelle não falava nada. Então, minha irmã disse: ‘filha vamos fingir que a gente tá morta para eles irem embora’. A minha sobrinha ficou quieta, porém ele já tinha escutado uma voz e voltou dizendo: ‘você ainda está viva?!’. Ele mirou na testa dela, apertou o gatilho de novo, mas não havia mais bala e nesse momento minha irmã conseguiu empurrar ele e fechou a porta do banheiro, gritando por socorro”, relatou.

A filha mais nova também pulou a janela para pedir ajuda, porém desmaiou. Os moradores do bairro ajudaram a família e logo em seguida, os policiais militares chegaram e resgataram as vítimas. O pedreiro, Geosaldo e a filha mais velha, Isabelle morreram no hospital.

Crime ocorreu em residência no bairro Suarão, em Itanhaém, SP — Foto: Luciana Moledas/g1

Prisão dos assaltantes

Na noite do latrocínio, a PM prendeu duas mulheres, de 20 e 26 anos, dois homens, de 22 e 27, e apreendeu um adolescente, de 16, suspeitos de estarem envolvidos no crime. Sendo destes dois suspeitos estava em uma pousada, no bairro Ivoty. No quarto foi encontrado o homem de 22, que confessou ser o autor dos disparos e o outro era o adolescente.

Segundo a Polícia Civil, a arma usada no crime, revólver calibre 38, foi apreendido com eles junto como a chave de um carro que haviam roubado anteriormente. A dupla também informou a localização do automóvel das vítimas, onde estava o restante do grupo e que confessou que auxiliou na fuga. Foi confirmado que o autor dos disparos era procurado pela Justiça de Campinas.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como latrocínio, ato infracional pelo mesmo crime, tentativa de roubo, captura de procurado, apreensão de adolescente e corrupção de menor no plantão permanente da cidade e encaminhado ao 3º DP.