Caso Ísis Helena: Hoje começa a audiência de instrução

O caso policial de maior repercussão em Itapira este ano, a morte da menina Ísis Helena Rosa Schotem, de apenas 1 ano e 8 meses em março, começa a ser analisado pela 1ª Vara da Comarca de Itapira a partir de quinta-feira, 03 de dezembro , com a audiência de instrução.

A audiência de instrução é uma fase processual em que são recolhidos os testemunhos da arguida (Jennifer Natália Pedro, mãe da menina), das testemunhas de defesa e de acusação. Com essas declarações, o juiz da causa avalia se a ação será levada a julgamento pelo chamado Tribunal Popular. A juíza Vanessa Aparecida Bueno, titular da 1ª Vara, conduzirá o processo.

A procuradora, Dra. Patrícia Taliatelli Barsottini, que atuará no caso junto ao Ministério Público local, explica que nesta etapa, denominada “sumário de culpa”, o magistrado avalia se o processo será submetido a julgamento pelo Tribunal Popular , “A escuta das testemunhas e o interrogatório do arguido, e a fase de julgamento do mérito, que é realizada pelo Conselho de Penas, em Plenário do Tribunal do Júri. Tanto o sumário da culpa, quando essa fase do julgamento em plenário tem a fase de instrução ”, esclareceu.

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GAZETA queria saber dela se um caso com a repercussão que este teve da morte de Ísis Helena pode sofrer influência da opinião pública durante o julgamento, a Dra. Patrícia afirmou que não há chance de isso acontecer. “Não há influência da mídia na condução do processo, que é pautado pela técnica e pela comprovação dos registros”, ponderou.

O promotor entende ainda que embora o trabalho desenvolvido pela Polícia Civil durante a fase de investigação criminal tenha sido plenamente satisfatório, novos elementos podem surgir durante a fase processual do caso. “Existe a possibilidade de que a fase de apuração de culpas traga outros elementos para o registro. Isso não é descartado”, acrescentou.

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Testemunhas

A audiência estava inicialmente marcada para 30 de novembro, mas foi cancelada. Para a nova data foram convocadas 08 testemunhas de acusação e 08 testemunhas de defesa, com desistência. O advogado Willian Cesar Pinto de Oliveira atuará em defesa da ré, acompanhado do colega Roberto Guastelli Testasecca. A demandada foi beneficiada com a concessão do benefício de assistência judiciária gratuita.

O caso

O caso de Ísis Helena causou comoção local e regional, já que o desaparecimento da criança foi noticiado por emissoras de televisão aqui da região. A mãe relatou seu desaparecimento no dia 2 de março. No decorrer da investigação, após cair em contradição em alguns depoimentos, ele acabou confessando que a menina havia morrido, segundo sua versão, após tomar um medicamento.

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Ele alegou a princípio que jogou o corpo da menina nas águas do Rio do Peixe, em um local conhecido como Duas Pontes, no interior da cidade. Durante quase um mês, foram realizadas buscas incessantes envolvendo diversas empresas de Itapira e região, na tentativa de localizar o corpo.
Até o final de abril, a mãe admitiu que enterrou o filho, próximo ao local onde ela disse que o teria jogado no Rio do Peixe. O corpo foi encontrado e testes de DNA confirmaram que os restos mortais eram na verdade da menina. Seu sepultamento ocorreu apenas no dia 29 de abril.


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