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Criança com síndrome de Down perde a vida de maneira trágica; ela estava comendo algo que muitos comem

Caso chocou moradores do interior do Ceará

Na última segunda-feira, 17, uma menina de seis anos que tinha síndrome de Down veio a óbito em Canindé, no interior do Ceará, após sofrer um engasgo. O caso chocou os moradores da sua região.

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A vítima era conhecida como Belinha, ela chegou a receber socorro em uma unidade de saúde, mas infelizmente não resistiu. O óbito foi confirmado e lamentado por um irmão de Belinha, chamado Henrique Rodrigues, no dia de ontem, terça-feira, 18.

“Lembro de você pequena em meus braços, quando você me dava língua, quando eu colocava você para dormir, mas quem dormia era eu”, escreveu o irmão em publicação no Instagram. “Ô, minha Bellynha, a saudade tá apertando aqui no peito. Meu anjo”.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, via nota oficial, o acontecido foi registrado através de um boletim de ocorrência. Ainda segundo a nota, o motivo da morte poderá ser constatado depois de apresentação do laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará.

Dados mais recentes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostram que cerca de 15 bebês morrem por dia engasgados no ano de 2022. Segundo um estudo mais a fundo do Sistema Único de Saúde – SUS, os dados apontam que entre 2009 e 2019, o número de mortes por engasgo numerados em crianças de 0-9 anos de idade, no Brasil, foi de 2.148 óbitos.

Do total de falecimentos, 72% foram bebês tinha menos de1 ano, e 21,6% dessas crianças tinha entre 1 a 4 anos. A localização de onde ocorrem os engasgos são diversos, mas em 35,98% dos incidentes aconteceu na própria residência da família, e em 4,14% fora de casa.

A incidência de mortes por engasgo devido aos alimentos está entre as ocorrências mais elevadas (84,6%), sendo 78% causa em bebês menores de 1 ano.

A faixa de idade que sofre com o maior risco de engasgos são as crianças que tem menos de 4 anos. Isso acontece pelo fato delas terem a mania de levar objetos para região da boca. Além disso, os pequenos também não têm os dentes mais rígidos, que ajudam na hora da mastigação de determinados alimentos.

Dados do SUS também mostram que existem duvidas dos sinais que mostram uma situação de engasgo nas crianças. Cerca de 41,8% das mães ouvidas,  relataram que não sabem discernir uma crise de tosse  de um engasgo. Ainda como outro ponto importante, temos o despreparo na hora lidar com a situação.