Manifestantes atacam lojas do Carrefour pelo Brasil


Manifestações em todo o Brasil no dia da consciência negra marcaram a sexta-feira após o assassinato de João Alberto Fritas na noite de quinta-feira em uma das filiais da rede de hipermercado localizada no bairro Passo d’Areia em Porto Alegre. João foi morto por dois homens brancos bem diante dos olhos de sua esposa enquanto gritava por socorro e ela nada pode fazer.


De acordo com o relato de testemunhas os demais seguranças impediram que os presentes separassem a briga enquanto dois homens, um segurança e um PM espancavam João até a sua morte. O assassinato de João, um homem negro de 40 anos ocorreu um dia antes do dia da consciência negra.

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Nesta sexta-feira manifestantes em todo o Brasil fizeram protestos contra a rede de hipermercado Carrefour, o mais critico de todos foi registrado em São Paulo, no bairro dos Jardins, a loja do Carrefour de lá foi invadida e depredada pelos manifestantes.

Em outros estados e na própria capital gaúcha as manifestações impediram a abertura de alguns dos hipermercados Carrefour. Em São Paulo a manifestação que começou de forma pacífica logo resultou em pancadaria e muita destruição.

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De acordo com o laudo divulgado na tarde desta sexta-feira a morte de Beto Fritas, como era conhecido pelos amigos, ocorreu por asfixia, já na manhã desta sexta-feira o governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite fez uma live onde garantiu que a morte de João Alberto Freitas vai ser investigada com todo o rigor, mas no entanto poucas horas após este pronunciamento a delegada que cuida do caso afirmou que não houve crime de racismo no assassinato de Beto Freitas.

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Para ONGS ligadas aos direitos humanos e entidades que combatem o racismo o crime de racismo e evidente no caso que resultou na morte de Beto Freitas. O caso segue gerando muita polêmica no Brasil e novas manifestações foram marcadas para este sábado em frente lojas do Carrefour em todo o Brasil.


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