Mendigo morre em padaria e dono continua com loja aberta por mais de duas horas: ‘Querem que eu tenha humanidade?’

O caso aconteceu na sexta-feira, dia 27 de novembro, em uma área próxima à Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na região sul do Rio de Janeiro, contra funcionários e clientes de uma padaria.

A padaria continuou funcionando e atendendo clientes normalmente, mas o corpo do mendigo ainda estava deitado no chão, esperando a coleta do IML.

A ação de todas as pessoas do local parecia ter acontecido, eles apenas cobriram o falecido com um saco preto, empurraram-no contra a parede e fizeram uma cerca para evitar os clientes, como mostra a figura a seguir:

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O corpo permaneceu no lugar por mais de duas horas. A questão se tornou um importante tema de crônica para o jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. A notícia foi publicada no domingo, 29 de novembro, em “O Globo”.

Joaquim Ferreira aproveitou a tragédia para fazer pensar nos contornos medíocres que hoje causam a morte, como prova de que o facto de a referida padaria ter acontecido fez com que corpos inanimados fossem atirados entre o seu bolo e o gelado.

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Segundo relatos, alguns clientes até solicitaram que o corpo do falecido fosse devidamente removido do local, mas isso foi ignorado.

“Ninguém teve humanidade quando ele estava jogado na rua”.

“A morte é o novo banal. A prova é que ela agora estava jogada, também sem escândalo, entre os bolos e os sorvetes na padaria do quarteirão”, criticou.

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Segundo o repórter, o dono da padaria respondeu o cliente de forma revoltante:

“Agora ele morreu na minha padaria, você quer que eu seja humano?”

“O homem morto no chão da padaria era o mesmo que todo dia entrava para pedir que lhe pagassem um café com pão e manteiga. Era um mendigo, preto. Andava desaparecido, dizem que em tratamento contra a tuberculose”, escreveu.

Para você o dono da loja agiu corretamente frente e a situação?


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