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Mulher ‘ressuscita’ na véspera de ter órgãos doados; Hospital é multado

No valor de US$ 6 mil (quase R$ 13.569 mil) o hospital foi multado por ter dado a paciente como morta e ela acordou na mesa de operações, antes de acontecer a cirurgia para extração de seus órgãos para doação

O caso aconteceu no ano de 2009, a paciente Collen Burns de 41 anos, havia sido levada para o Hospital St. Joseph devido a uma overdose de relaxantes musculares e outras drogas como Xanax e Benadryl. Após realizar alguns exames, os médicos consideraram que Collen tinha sofrido “morte cardíaca” e a família concordou em doar os órgãos.

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A paciente foi levada para a sala de cirurgia onde seus órgãos seriam retirados, porém quando a equipe acendeu as luzes em cima da paciente a mesma acordou.

Lucille Kuss, a mãe de Collen disse ao jornal local The Post-Standard que a experiência foi horrível para toda a família e os médicos nunca explicaram exatamente o que ocorreu : “Eles ficaram meio chocados. Foi uma surpresa para eles também”.

Collen, era mãe de três filhos e teve alta hospitalar dias depois do incidente, porém cometeu suicídio menos de 2 anos depois. Kuss, a mãe, afirmou que o ocorrido não afetou sua filha : “Ela estava tão deprimida que realmente não fez nenhuma diferença para ela.”

A família decidiu não mover nenhum processo contra o hospital, porém o Estado iniciou a investigação do caso em março de 2010, em resposta a um requerimento do The Post-Standard com base na lei americana de liberdade de informação.

Através da investigação do Departamento Estadual de Saúde de Nova York revelou vários erros nos procedimentos aplicados no caso de Collen Burns. Apesar ter ficado em um estado de coma profundo por conta da overdose, segundo com a investigação do departamento, os funcionários do hospital interpretaram o estado dela como dano cerebral irreversível sem ao menos fazer o necessário para avaliar a condição verídica da paciente.

Um dia antes da retirada dos órgãos da paciente para a doação, uma enfermeira fez um teste de reflexo na sola do pé de Collen e os dedos do pé se curvaram para baixo.

A patologista forense de Nova Jersey afirmou : “Pessoas mortas não curvam os dedos do pé e elas não lutam contra o respirador e querem respirar sozinhas”.

Após 20 minuto desse teste de reflexo, a enfermeira teria aplicado uma injeção do sedativo Ativan em Collen, mas nas anotações médicas não havia informações sobre o sedativo aplicado ou qualquer indicação que eles sabiam da condição de melhora da paciente.

Segundo o jornal The Post-Standard, eles também observaram outros sinais de que Collen não tinha sofrido dano cerebral irreversível, como os médicos tinham determinado. Na área onde os pacientes são preparados para entrar em cirurgia, foi observado que as narinas da paciente se moveram e que ela também parecia respirar de forma independente, sem precisar da ajuda do aparelho ao qual estava ligada, os lábios e língua dela se moveram.

David Mayer, cirurgião e professor de cirurgia clínica no New York Medical College, afirmou : “Se você precisa dar sedativo a eles ou remédio para dor, eles não estão com morte cerebral e você não deveria estar recolhendo os órgãos”.