Roger Abdelmassih é atacado por preso que teve a irmã estuprada

O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado por estupro de pacientes, foi atacado por um detento na quarta-feira (21) no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, no Carandiru, na Zona Norte de São Paulo. Ele está está internado no local desde 10 de setembro, quando foi transferido da penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.

De acordo com o secretário da Administração Penitenciária (SAP), Nivaldo Restivo, o ataque aconteceu no início da tarde após um preso, que teve a irmã estuprada recentemente, chegar ao hospital para ser medicado por conta de uma fratura no fêmur.

“Quando soube que Roger estava na mesma ala do hospital penitenciário, ele invadiu o quarto, pulou sobre Roger e o atacou com as mãos”, diz Restivo.

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Funcionários do hospital perceberam o ataque e conseguiram controlar o preso antes que ele conseguisse ferir o ex-médico, de acordo com a SAP.

O advogado de Abdelmassih, Evandro Cordeiro, confirmou as informações e disse que o ex-médico passa bem e continua internado no mesmo hospital. Ele foi transferido no dia 10 de setembro da penitenciária do Tremembé após o ministro do STF Ricardo Lewandowski acatar o pedido de sua defesa para essa transferência.

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Idas e vindas da prisão

O ex-médico estava em prisão domiciliar desde 19 de abril por ser considerado integrante do grupo de risco de contrair o coronavírus. A decisão que concedia o benefício a ele foi revogada no dia 28 de agosto pelo TJ-SP e ele voltou para a prisão três dias depois.

Ex-médico deixou sua casa na Zona Oeste de SP no início da tarde do dia 31 de agosto — Foto: Reprodução/TV Globo

Para os desembargadores que integram a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, “a pandemia causada pelo vírus Covid-19 não autoriza, por si só, a antecipação da progressão no regime prisional” e o ex-médico cumpre pena de 173 anos de prisão em regime fechado, não tendo direito à progressão de regime para o aberto no momento.

O TJ atendeu a um recurso do Ministério Público, afirmando que não há nenhum cuidado que o ex-médico precise que não possa ter na cadeia. O MP alegou que recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) citada na decisão pela juíza, que aborda medidas preventivas à propagação da Covid-19 nas prisões, não pode ser usada para autorizar a “soltura desenfreada de presos”.

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Segundo o MP, a penitenciária onde Abdelmassih cumpria pena não tinha nenhuma morte confirmada pela doença e a decisão de conceder prisão domiciliar a Abdelmassih não considerou a possibilidade de ele ficar isolado dentro da penitenciária onde cumpria pena.

Para os desembargados, a pena de 173 de prisão pelos crimes sexuais aos quais Abdelmassih foi condenado e o fato de ele já ter simulado uma doença não autorizam a progressão da pena.


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