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“Se Jesus voltasse hoje, seria travesti”, afirma Fábio Porchat

Fábio Porchat recebeu recentemente um prêmio da Associação Brasileira de Roteiristas por “A Primeira Tentação de Cristo” da Netflix. Imediatamente após receber o prêmio, Fábio lembrou que evangélicos e católicos fizeram uma tentativa de impedir essa blasfêmia contra Jesus Cristo.

Na produção dirigida por Porchat, ele encarnou em Jesus Cristo como um gay. Ele disse:

No Porta dos Fundos a gente não vê polêmica neste especial. Ser gay não é um problema, não é uma falha, não é uma questão de caráter. Ser gay é uma característica. Então, Jesus ser gay não depõe contra Jesus. Ao contrário.

E ele continuou seu discurso.

 “Tenho certeza que se Jesus voltasse, e tenho certeza que já tentou, ele teria voltado gay, travesti, mulher, preta e teria morrido em três dias, e não em 33 anos”, opinou Porchat.

Porchat também comentou sobre sua nova produção e da banda, Porta dos Fundo:

“E se tentarem nos intimidar dizendo que não podemos falar nada, que não devemos falar nisso, lembre-se que no dia 10 de dezembro vai estrear no YouTube o especial de Natal da Porta dos Fundo com o título“ Teocracia em tontura ”. Fique ligado porque não ficamos em silêncio. Não ficaremos calados – enfatizou.

Pai de santo gay processa Porta dos Fundos por especial de Natal em R$ 1 bilhão: “Ofendeu as religiões”

A adesão festiva ao grupo humorístico Porta dos Fundos, lançado em 2019 na plataforma de streaming da Netflix, continua a ter repercussão.

Em entrevista à coluna Lauro Jardima do O Globo, o líder do Umbanda Ilê Asé Ofá de Prata Alexandre Montecerrathe revelou que está processando o grupo por R $ 1 bilhão em danos morais, além de retirar o programa do catálogo da Netflix. Segundo Alexandre, a história de Jesus como homossexual é um crime para toda a população.

“A produção mencionada, traz o homossexualismo (sic) como uma chacota! Isso porque, não é o simples fato de trazer um personagem de Jesus homossexual que ofende, mas sim a forma de como aquele homossexual se comportou, o que foi, nitidamente, descomedida e abusiva”, explicou Montecerrathe à publicação.

Segundo O Globo, a ação foi ajuizada na 4ª Vara Cível de Madureira, no Rio de Janeiro, mas a juíza Sabrina Valmont negou jurisdição para julgar o caso porque o endereço da Porta dos Fundos é na área do Fórum Central. Atualmente o processo tramita na 26ª Vara Cível e aguarda decisão do desembargador Marcos Antonio Brito.